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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Vivendo & aprendendo

Eu aprendi que amar é querer a felicidade de quem amamos, mesmo que a gente não concorde com as escolhas. É preciso respeitar a decisão das pessoas e dar o direito delas escolherem os caminhos que lhe forem convenientes para seguir e torcer para que eles as levem ao melhor lugar possível.
Todos tem o direito de tentar e acima de tudo, de errar. E não podemos em hipótese alguma nos sentir donos da vida das pessoas ao ponto de tentar decidir por elas e tentar mudar a direção em que caminham.
E se não der certo? Você tem que estar lá. Não pra dizer "eu te avisei", mas para dizer "eu estou aqui, porque eu me importo e vamos superar isso juntos, porque eu te amo e te quero bem".
As vezes, mais do que ter razão, é preciso ter sensibilidade para sentir a dor do outro e compreensão para respeitar suas intenções quando tomaram determinadas decisões, afinal de contas, ser infeliz não é a intenção de ninguém não é mesmo?

domingo, 4 de maio de 2014

Enganos e desenganos


Eu tenho pavor da minha precipitação. Dos impulsos eu gosto, eu sou, mas precipitação, Deus me livre. E eu rezo todos os dias pra nunca mais confundir a ideia de amar com realmente amar uma pessoa avulsa. Porque a gente passa tanto tempo sozinha, que não é difícil se encostar em alguém pra descansar. E achar que isso é porto seguro, só porque naquele minuto as pernas já não doem, porque não carregam todo o peso de andar só, ser só, segurar todos os trancos do mundo só. Eu nunca faria isso conscientemente. Eu nunca trocaria a minha solidão colorida por uma companhia preta e branca, se me dessem opção de escolha. Mas quem consegue nos enganar melhor que nós mesmos? Me encontro todo dia, mas vivo me perdendo também. E depois tenho que ficar aqui, sentindo náuseas no mesmo lugar onde havia borboletas, pela pessoa menos gostável do mundo. Desprezo, preguiça, antipatia. O mais triste não é fim do amor. É perceber que nunca foi amor, foi perda de tempo. É uma pena, desejo saúde pra ele. E sanidade pra mim.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Amores líquidos


Queria dizer que eu conheci homens fiéis. Já conheci românticos, sonhadores, homens que se doaram muito mais na relação. Vi homem chorar por mulheres que nunca mereceram, vi a mulherada vacilando feio, iludindo, brincando com quem não merecia. Já vacilei também, nunca fiz as coisas por mal, mas já fiz mal, ainda que sem querer. O ser humano é egoísta, independente de sexo. Pessoas usando pessoas, relações sem nenhum laço. Eu já vi homens que ignoravam as investidas de meninas lindas, por amor. Eu vi ninguém me contou. Não sou feminista, sou justa. Admiro mulheres e homens, desde que saibam se portar como mulheres e homens. Odeio hipocrisia, covardia, submissão. Odeio quem ouve um idiota falar alguma besteira na padaria, acha legal e sai repetindo isso com toda a certeza de que é uma verdade absoluta. Não defendo um sexo, defendo o amor, valores. Me dói demais ver mulheres incríveis aturando um cara grosso e idiota, que não dá a mínima pra ela, só porque ela precisa estar junto a alguém. Queria que, de alguma forma, todas entendessem que felicidade não é ser dois, é ser. Queria que todas se vissem como eu as vejo, que todas entendessem o quão são especiais e agissem de acordo com isso, pensassem que alguém estar com elas não é um favor, é sorte. Também me dói ver homens sensacionais desacreditando com facilidade da ideia de ser feliz com alguém, só porque tentou com um alguém muito errado e teve o efeito contrário. Escrevo porque, apesar dos dias difíceis, quase impossíveis, eu acho que ninguém merece viver de portas fechadas, se afundando em si mesmo e em mágoas passadas. Mulheres culpando e criticando os homens, os homens culpando e criticando as mulheres, todo mundo se fechando pra não sofrer e o amor ficando sem espaço pra entrar. Porque se fechar é uma opção, mas você se fecha pra dor e pra felicidade também, isso é uma consequência.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sonhos de um coração apaixonado

"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos."
 

- Caio F. Abreu

domingo, 15 de abril de 2012

Só amor não basta

   Aos casados há muito tempo
  aos que não casaram, aos que vão casar,
  aos que acabaram de casar,
  aos que pensam em se separar,
  ...aos que acabaram de se separar,
  aos que pensam em voltar...
 
  Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado
  uma ótima posição no ranking das virtudes,
  o amor ainda lidera com folga.
  Tudo o que todos querem é amar.
  Encontrar alguém que faça bater forte o coração
  e justifique loucuras.
  Que nos faça entrar em transe, cair de quatro,
  babar na gravata.
  Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,
  cantarolar dentro de um ônibus lotado.
  Tem algum médico aí???
  Depois que acaba esta paixão retumbante,
  sobra o que?
 
  O amor.
  Mas não o amor mistificado,
  que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.
  O que sobra é o amor que todos conhecemos,
  o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
  É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
  Não existem vários tipos de amor,
  assim como não existem três tipos de saudades,
  quatro de ódio, seis espécies de inveja.
  O amor é único, como qualquer sentimento,
  seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
 
  A diferença é que, como entre marido
  e mulher não há laços de sangue,
  a sedução tem que ser ininterrupta.
  Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
  qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,
  e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar
  uma relação que poderia ser eterna.
  Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá.
  Lindo, mas insustentável.
  O sucesso de um casamento
  exige mais do que declarações românticas.
  Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
  tem que haver muito mais do que amor,
  e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
  É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
  Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.
  Alguma paciência... Amor, só, não basta.
 
  Não pode haver competição. Nem comparações.
  Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
  que não foram previamente combinadas.
  Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
  acessos de carência, infantilidades.
  Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
 
  Tem que haver inteligência.
  Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
  rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
  Tem que ter disciplina para educar filhos,
  dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
  Não adianta, apenas, amar.
  Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio
  tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância,
  vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança.
  Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu,
  fazer de conta que não escutou.
  É preciso entender que união não significa,
  necessariamente, fusão.
  E que amar, 'solamente', não basta.
 
  Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,
  falta discernimento, pé no chão, racionalidade.
  Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
  mas que sozinho não dá conta do recado.
  O amor é grande mas não é dois.
  É preciso convocar uma turma de sentimentos
  para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
  O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
 
  Um bom amor aos que já têm!
  Um bom encontro aos que procuram!
  E felicidades a todos nós!

 |Arthur da Tavola

sábado, 14 de abril de 2012

Remar. Re-amar. Amar.


“Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (…). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (…). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar. “


|Caio Fernando Abreu

Ao nosso amor







Que o nosso encanto nunca acabe. 
Que sempre haja brilho no olhar, e coração a palpitar. 
Que perdure o frio na barriga, o nervosismo só de pensar, os planos pro futuro e também pro presente.
Que as brigas sejam quase inexistentes, mas se acontecerem que sempre exista perdão, daqueles de coração, repletos de abraços e desculpas, que aumentam ainda mais o amor.
Que as surpresas continuem sendo diárias assim como os “AMO VOCÊ”. 

Que as palavras nunca sejam da boca pra fora, que as promessas continuem a ser cumpridas, que seja sempre lindo, porque amor verdadeiro não tem prazo de validade.

Não sabemos como o amor surge. São apenas sentimentos e eles nunca param. Por que Amar é admirar com o coração.
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