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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os opostos se distraem, os dispostos se atraem


Sem essa de "opostos". Eu acredito que os semelhantes se atraem e ponto. Como estar com alguém que não tem a mínima identificação com você? Não dá! Claro que no fim, ninguém é igual a ninguém... E aquela pessoa que se parece muito com você, pode gostar de um sabor de sorvete diferente do seu, ou de uma cor diferente, ou um time, coisa e tal. Mas eu não me refiro a essas diferenças (que no fim acabam não influenciando negativamente o relacionamento, apenas tornando as pessoas seres únicos), eu falo de essência, personalidade e jeito. Jeito de falar, jeito de andar, jeito de lidar. Formas de pensar, formas de tratar. Objetivos, metas, caminhos, escolhas, decisões, enfim, coisas realmente relevantes em uma convivência a dois, a três ou mais.
Nunca vi um casal onde a mulher pensa em construir um futuro sólido, estudar, ter um bom emprego e casar, dar certo com um cara que só pensa em futebol e vídeo-game (ou vice e versa). Como também, por exemplo, nunca vi uma garota falante, agitada e decidida fazer amizade com outra frágil, silenciosa, insegura e indecisa (pode até ter, mas em geral não dura, pois haverá conflitos de interesse). No fundo a gente procura pessoas que tenham muita identificação com a gente, com nossas escolhas e que vão nos entender diante de qualquer decisão... 
Na vida a gente atrai gente como a gente, então se você está atraindo as pessoas certas, é porque está sendo 100% verdadeiro com quem você é, caso contrário, observe suas atitudes, pois a impressão que as pessoas tem de você é justamente a que você transmite.

Vivendo & aprendendo

Eu aprendi que amar é querer a felicidade de quem amamos, mesmo que a gente não concorde com as escolhas. É preciso respeitar a decisão das pessoas e dar o direito delas escolherem os caminhos que lhe forem convenientes para seguir e torcer para que eles as levem ao melhor lugar possível.
Todos tem o direito de tentar e acima de tudo, de errar. E não podemos em hipótese alguma nos sentir donos da vida das pessoas ao ponto de tentar decidir por elas e tentar mudar a direção em que caminham.
E se não der certo? Você tem que estar lá. Não pra dizer "eu te avisei", mas para dizer "eu estou aqui, porque eu me importo e vamos superar isso juntos, porque eu te amo e te quero bem".
As vezes, mais do que ter razão, é preciso ter sensibilidade para sentir a dor do outro e compreensão para respeitar suas intenções quando tomaram determinadas decisões, afinal de contas, ser infeliz não é a intenção de ninguém não é mesmo?

terça-feira, 20 de maio de 2014

Que percam-se


Eu penso que ser sincera é uma coisa tão natural, tão mais fácil, que acho que todo mundo sempre fala a verdade pra mim também. E esqueço o quanto as pessoas sentem prazer em complicar tudo. É a minha mania mais perigosa de todas, confiar. Confio mesmo, até você me provar que não vale a pena, não vale o risco. Aí eu nunca mais vou ser a mesma. Viro, na melhor das hipóteses, sua colega bem distante e não é por mal, é meu reflexo. Pra completar, minha outra mania chata é perdoar. Não guardo mágoa de ninguém, não porque não quero, só não consigo. Juro que não quero ver a pessoa nem pintada de ouro, até ela vir com o rabo entre as pernas e pedir desculpas, simples assim. E mesmo que muitas pessoas que passaram pela minha vida tenham traído a minha confiança, não acho justo punir quem tá chegando, pelo crime de quem já foi. Nessa, quase sempre quem paga a pena sou eu, mas eu durmo bem de noite e é isso que importa. Ás vezes eu fico aqui querendo perguntar pras pessoas "E aí, de tudo que você já me disse, o que era verdade? Só pra saber...". Mas não ia fazer diferença, então deixo as verdades e mentiras assim mesmo, misturadas, eles com suas coleções de máscaras e eu sempre tão exposta. Mas quer saber minha recompensa? Quem gosta de mim, quem tá do meu lado, tá por mim do jeito que eu sou, sem enganação. Amam a mim e não uma personagem. E, no fim das contas, ser enganada fica muito pequeno, porque os maiores enganados são eles mesmos e é uma pena. No meio de tantas máscaras, uma hora o rosto real se perde e tanta coisa se perde junto. Não sei se pode-se atribuir a mim a faixa de ingênua nessa história toda, como sempre é atribuído. Mas eu aceito e lamento. Que percam-se.

domingo, 4 de maio de 2014

Enganos e desenganos


Eu tenho pavor da minha precipitação. Dos impulsos eu gosto, eu sou, mas precipitação, Deus me livre. E eu rezo todos os dias pra nunca mais confundir a ideia de amar com realmente amar uma pessoa avulsa. Porque a gente passa tanto tempo sozinha, que não é difícil se encostar em alguém pra descansar. E achar que isso é porto seguro, só porque naquele minuto as pernas já não doem, porque não carregam todo o peso de andar só, ser só, segurar todos os trancos do mundo só. Eu nunca faria isso conscientemente. Eu nunca trocaria a minha solidão colorida por uma companhia preta e branca, se me dessem opção de escolha. Mas quem consegue nos enganar melhor que nós mesmos? Me encontro todo dia, mas vivo me perdendo também. E depois tenho que ficar aqui, sentindo náuseas no mesmo lugar onde havia borboletas, pela pessoa menos gostável do mundo. Desprezo, preguiça, antipatia. O mais triste não é fim do amor. É perceber que nunca foi amor, foi perda de tempo. É uma pena, desejo saúde pra ele. E sanidade pra mim.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Amores líquidos


Queria dizer que eu conheci homens fiéis. Já conheci românticos, sonhadores, homens que se doaram muito mais na relação. Vi homem chorar por mulheres que nunca mereceram, vi a mulherada vacilando feio, iludindo, brincando com quem não merecia. Já vacilei também, nunca fiz as coisas por mal, mas já fiz mal, ainda que sem querer. O ser humano é egoísta, independente de sexo. Pessoas usando pessoas, relações sem nenhum laço. Eu já vi homens que ignoravam as investidas de meninas lindas, por amor. Eu vi ninguém me contou. Não sou feminista, sou justa. Admiro mulheres e homens, desde que saibam se portar como mulheres e homens. Odeio hipocrisia, covardia, submissão. Odeio quem ouve um idiota falar alguma besteira na padaria, acha legal e sai repetindo isso com toda a certeza de que é uma verdade absoluta. Não defendo um sexo, defendo o amor, valores. Me dói demais ver mulheres incríveis aturando um cara grosso e idiota, que não dá a mínima pra ela, só porque ela precisa estar junto a alguém. Queria que, de alguma forma, todas entendessem que felicidade não é ser dois, é ser. Queria que todas se vissem como eu as vejo, que todas entendessem o quão são especiais e agissem de acordo com isso, pensassem que alguém estar com elas não é um favor, é sorte. Também me dói ver homens sensacionais desacreditando com facilidade da ideia de ser feliz com alguém, só porque tentou com um alguém muito errado e teve o efeito contrário. Escrevo porque, apesar dos dias difíceis, quase impossíveis, eu acho que ninguém merece viver de portas fechadas, se afundando em si mesmo e em mágoas passadas. Mulheres culpando e criticando os homens, os homens culpando e criticando as mulheres, todo mundo se fechando pra não sofrer e o amor ficando sem espaço pra entrar. Porque se fechar é uma opção, mas você se fecha pra dor e pra felicidade também, isso é uma consequência.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sabe o que eu odeio?

Gosto de me sentir desejada, mas odeio quem conversa comigo olhando pros meus peitos. Odeio quem grita "Psiu" no meio da rua, as gracinhas masculinas, odeio esses idiotas que me fecham pra morder a boca enquanto eu passo. Tenho muita raiva quando algum homem se diz seu amigo, até achar o momento propício de despejar que sempre foi afim de você. Não gosto que me subestimem ou limitem minha capacidade, gente que acha que eu posso ser bonita ou inteligente, nunca os dois. Detesto dar "Bom dia" e ser respondida com uma cara feia. Me tira do sério gente que tem necessidade de atenção, de gritar pro mundo o quanto é foda. E também gente que vive pra convencer o mundo de que é uma pessoa que não chega nem perto de ser. Me irrita gente que pergunta o que houve com a cara de preocupação mais forçada do mundo só pra matar a curiosidade sobre o que aconteceu e, não contente, ainda resolve distribuir clichês do tipo "Tudo passa, né", "O tempo é rei" ou "Deus sabe o que faz". Odeio quem senta do meu lado no ônibus e começa a contar a vida, ainda que eu esteja com fone de ouvido. Odeio não saber dizer não e ser simpática quando não devo. Me estressa gente que vem puxar assunto e deixa o assunto morrer depois do "Não tenho novidades". Odeio gente otimista que insiste em me tirar o prazer de reclamar. Também odeio os pessimistas ou realistas ao extremo, que nunca acreditam nos meus sonhos e eu tenho milhares. Detesto gente que confunde as coisas, que me ouve falar sobre o cara que eu gosto e minutos depois tenta me beijar. Odeio verão, odeio inverno, odeio não ter uma estação preferida. Odeio uma milhão de coisas, mas odeio principalmente, ainda assim, conseguir ser infinitamente amor.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Mais de mim



Não escondo meu passado, não nego minha sina. Absolutamente tudo faz parte do que eu sou e eu passo longe de ser perfeita, deixo claro. Sim, sempre tive tendência a gostar de quem não sabia ou queria gostar de mim. Sempre fiquei um pouco mais quando isso era um desafio, nunca entrei em portas abertas. Fugi de coisas boas, porque eu banco a minha dor, mas morro quando machuco outro alguém. Me conheço e recuo. Um passo pra trás pelo bem deles, nunca por covardia minha. Sempre tive uma certeza estranha de que, quando fosse pra acontecer, nunca ia precisar de tempo pro amor nascer. Eu ia sentir, desde o começo, eu ia saber. Já me achei um tanto quanto sadomasoquista, já admiti meu vício em sofrer, já tinha me acostumado com todo esse estrago que, bem ou mal, era tudo que eu tinha e o que eu sabia fazer. E eu não vou dizer que era infeliz, porque isso eu nunca fui. Uma vampira de mim mesma, talvez. Mas eu sou tudo isso há tantos anos, não conhecia outro gosto. Muita coisa me faltava, mas eu me bastava, mesmo que de um jeito torto e com válvulas sujas de escape. E não posso esconder as cicatrizes. Não posso controlar um impulso ou outro, meus reflexos de autoproteção. Porque eu tive que me proteger a vida inteira, de muitas formas e falhei muitas vezes. Já doeu muito, não queria que doesse descontroladamente outra vez. Então me desculpa e me entende. Te amo, confio em você, acredito na gente. Me expus, deixei você entrar em todos os espaços, me joguei de verdade. Nunca quis tanto ficar, nunca fui tão feliz, nunca me doei tanto pra alguma coisa dar certo. Mas se me quer inteira, é isso. Venho sem jeito, com passado, medos, cicatrizes e um amor puro, sem fim. Fica quem quer. Me entrego, pago pra ver e você resolve se me encara assim. Fica quem puder. Corro o risco, faço minha parte e você quem decide o que quer de mim.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Vida que segue...



De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim. O que vale, realmente fica. Nada de culpa ou de noites mal dormidas. Vida que segue.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Se a inveja tem sono leve, então que ela nem durma! Porque eu vou sim gritar minha felicidade, jogar na cara dessa gente pequena que eu tô aqui de pé, forte, e vai ser sempre assim. Que de vez em quando eu posso fraquejar, mas pra me fazer cair tem que ser muito mais forte que eu, coisa que eles nunca serão. Ninguém de mentira tem capacidade de derrubar alguém de verdade, as tentativas andam até me divertindo. Meu bem, se você acha que tirou alguma coisa de mim, tenho más notícias: O que é meu de verdade, ninguém me tira. O que não é, eu mesma me desfaço. E eu sigo assim, com meu sorriso estampado mesmo quando meu coração não aguenta mais de dor. E eu tenho que seguir assim, firme mesmo quando eu tô transbordando insegurança, confusão. E quando estiver desandando muito, eu escrevo e vomito esse monte de coisa que ás vezes toma conta de mim. E não importa o quão difíceis sejam os meus dias, eu ainda estarei sorrindo. Com meu coração na boca, cabeça erguida, papel e caneta. Meu sorriso, meu escudo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Os opostos se distraem, os dispostos se atrem


Assim diz a frase em uma música do grupo musical "O Teatro Mágico", chamada Realejo: "Os opostos se distraem, os dispostos se atraem".

Imaginem um casal que tenham gostos e temperamentos completamente diferentes um do outro. Enquanto ele prefere a vida noturna, ela é adepta ao estilo caseiro. Ele sonha em ter filhos, já ela não pensa em ser mãe tão cedo. Na teoria, a expressão de que os opostos se atraem parece funcionar. Mas na prática, as diferenças entre duas pessoas podem contribuir para que a relação dê certo? Quando se trata de convivência, de compartilhar sentimentos e vida, quanto maiores forem as diferenças, mais difícil se torna caminhar lado a lado.
Certamente um casal pode ser feliz mesmo sendo opostos, mas algumas situações são inconciliáveis, como: nível social, cultural, financeiro, entre outros. Quando essas características não harmonizam a relação pode até acontecer, mas lá na frente ela não vai ter estrutura alguma para se manter.

"Um pássaro pode amar um peixe. Mas onde eles viveriam? Talvez o tempo fale, talvez dê explicação."
A verdade é que os opostos podem até se atrair, mas são as semelhanças, as coisas em comum que vamos descobrindo ao longo do tempo e convivência, que fazem a gente querer ficar. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Você sabe o que é ser feliz?




O que às vezes a gente demora a perceber é que nem sempre se tem a chance de dar o troco, nem sempre o mundo dá voltas e para no mesmo lugar pra nos dar a oportunidade de retomar aquela velha história e sair por cima desta vez. Às vezes, eu diria até que “muitas vezes”, temos um destino tão melhor, um caminho tão mais gostoso a percorrer que seria perda de tempo aparar as arestas com quem não vale mesmo a pena e não tem mais a menor importância. O tempo é demasiadamente curto e passa rápido, mas ser feliz não é coisa rara, é mais comum do que a gente pensa. Ser feliz é coisa que não se espalha, e é por isso que em tantos casos a gente nem fica sabendo. Ser feliz é tentativa, é errar e tentar de novo; é se decepcionar e enfim aprender com os erros; é não jogar a responsabilidade nos outros, porque a felicidade é pra depender só da gente, é tentar, e tentar novamente, sem cansar, até conseguir; é simplesmente sorrir e ir vivendo por aí...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Meus vinte e tantos anos

Sou tudo que os meus vinte e tantos anos me trouxeram. Sou uma coleção de erros, que se aglomeraram e construíram minha essência, minhas certezas, ideologias e caráter. Já fui a prepotência de pensar que sei tudo da vida, hoje eu sou a senhora só da minha razão. Aprendi, aos trancos, a importância da flexibilidade, porque a verdade é só um ponto de vista.

Aprendi também a conjugar o verbo ceder, principalmente na primeira pessoa do singular e confesso que esse é um exercício diário. A cada dia aprendo mais e sei menos. Sempre que me aprofundo demais nas coisas, penso automaticamente na frase “a ignorância é uma bênção”. É mesmo. De longe tudo é tão mais bonito e nada dói. Mas sem a dor, talvez eu ainda fosse a garotinha de laço cor de rosa, no pátio do intervalo, tendo certeza que uma gota é o oceano. Eu já teria sido engolida pela imensidão que é viver.

Há pouco tempo atrás eu tava planejando a minha vida adulta e, de repente, já não posso mais transferir minhas responsabilidades e culpas pra amanhã. E foi muito difícil conseguir me posicionar pro mundo. Pra todo mundo tão viciado em apontar o dedo, ignorar os acertos e te crucificar pelo resto da vida pelos erros, mesmo se forem pequenos.

Já me apaixonei por caras desinteressantes e jurei que eram os amores da minha vida. Já acreditei em promessas absurdas, em absolutamente tudo que me era dito, porque nunca entendi a necessidade de mentir. Mas as pessoas precisam e é isso, não tem porquê. Fiquei desacreditada. Foi complicado aprender a dizer “Não” e pareceu impossível prolongar a sentença: “Não, assim eu não quero. Isso não me faz bem, então não vou deixar que me faça mal. Tchau.” Depois ir embora ficou tão fácil, que a dificuldade era ficar. Virei impermanente.

Tentei segurar as mãos de pessoas que tentavam segurar o mundo, fiquei sem forças, odiei a liberdade. De vodka em vodka, vazio em vazio, me vi abraçando o mundo também. Virei libertina. Com o mesmo discurso de desapego e vida breve que eu sempre detestei, mas começou a fazer muito sentido e me parecia muito justo levando em conta o gosto de cada lágrima que eu já senti. Voar não doía, então viciei.

E no céu, entre as nuvens, é muito fácil confundir valores, embaralhar as prioridades e se perder. Eu também quase me perdi. Amigo de balada não é amigo. Meus amigos de verdade são parte de mim e merecem o topo das minhas prioridades. Amores não são necessariamente pra sempre e quando acaba, não quer dizer que não deu certo ou que não foi amor. Histórias inesquecíveis e lindas podem ser curtas. Minha família é o meu chão, o bem mais precioso que eu tenho na vida. Não vale a pena se fechar pro mundo, porque as coisas boas são tão maiores que as ruins.

Por fim, tô aprendendo que desapego é uma dádiva, de fato. Faz milagres, mas exige uma certa precaução e medida. A gente tende a querer desapegar de Deus e o mundo, quando deveria desapegar só do que faz mal. Felicidade não é uma utopia ou um amanhã que sempre fica pra amanhã. Felicidade é agora, é cada minuto com quem quer meu bem, quem tá do meu lado. Felicidade é ser quem eu sou, quem eu me transformei, em meio à tanta esquina errada e gente querendo me puxar pra trás.

Hoje eu sou livre. E não tô me referindo a status de relacionamento não. Sou livre porque estou começando a me despir dos meus medos, das minhas culpas e armaduras. Porque me desculpei por não ser perfeita e parei de me cobrar isso. Sou livre pra escolher meu destino, mudar de opinião, amar mais uma vez e me reinventar sempre que achar necessário. Sou livre e aceito as minhas consequências, porque tô aprendendo a ter e viver meus vinte e tantos anos.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Escritora de gaveta




Assim como ler, escrever nunca foi, nem nunca será perda de tempo. Há quem concorde, assim como eu, que desperta prazer e bem estar dedicar alguns minutos, até mesmo horas de seu precioso tempo para expor através da escrita, seus devaneios, sonhos e inquietudes.

Poucos me leem, eu sei. Porém, o meu desejo vai além da rejeição. Não quer dizer que não me importe necessariamente. Eu só não me privo de minhas modestas confissões, em função do número de leitores. Ao contrário, escrevo sim. Faço isso por mim, e por aqueles que sentirem vontade de espiar um pouco, o que tenho a mostrar. Pois, assim como existe a liberdade de expressão através da escrita (entre outras coisas), também é livre a busca pelo conhecimento através da leitura.

Pois bem, dedico minhas humildes ficções, às mudanças atuais, eventos importantes, modo como as pessoas lidam com a vida, a sentimentos (sejam eles quais forem), e tudo feito como forma de desabafos pessoais, expressando minha opinião sobre muitos desses assuntos e o que mais me motivar.

Assim, enquanto escrevo sonho um pouco mais, conheço o impossível por além dos meus pensamentos.



Aline Carvalho ♥

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Passos leves



Vai, mas vai lentamente. Confia menos nas pessoas. Nem todas são o que realmente demonstram. Quem acredita menos nas pessoas, sofre na mesma proporção. É o tal do “confie desconfiando”. Altere sua direção. Quando te mandarem ir por lá, vai pelo outro caminho. Muitas vezes é bom seguir por outra avenida. Vai que você encontra alguém interessante! (rs)

Colhemos o fruto daquilo que plantamos. Então, plante na terra alheia, somente aquilo que te agradaria ser plantado na sua. E por favor, acredite. Nada somos sem a Fé. Atreva-se mais. Tenha a ousadia de expor tudo que está armazenado dentro de você. Porém, tenha desenvoltura para silenciar diante de alguns. E a delicadeza de saber ouvir, quando necessário. Mais uma coisa. Antes de falar, reflita quantas vezes forem preciso pra não cometer erros. Cometemos deslizes ridículos com pessoas maravilhosas. Eu sei, erros são inevitáveis, afinal, somos humanos. Mas acredite, a prudência evita muitos deles.

Se você não aguentar mais fingir… Chore. Essa é a melhor forma, e mais rápida e segura de desabafar. Depois que você acabar, vai sentir-se mais leve. A partir daí vai erguer a cabeça, lavar o rosto, pôr uma roupa bonita, sorrir e dizer: - chega, agora é a minha vez. Eu sei, é bem assim. E funciona viu? Siga em frente, boa sorte, aliás sorte não, essa é pros fracos. Sucesso! Pois essa vida é inacreditavelmente audaciosa e tudo o que você não imaginava, pode acontecer.

Aline Carvalho

terça-feira, 30 de julho de 2013

Comédias românticas – doce ilusão ou divertida lição?


Queria pertencer a um filme de comédia romântica! Falando com exatidão, gostaria mesmo é de ser a protagonista. Ahhhn... A tão sonhadora mocinha, aquela que sofre pra caramba, mas agente sabe que no final do filme tudo dá certo, não é?
Nem sempre. Existem filmes em que as mocinhas não são tão "mocinhas" assim. Algumas são trabalhadoras incansáveis, outras são estudantes fervorosas, há casos que são mães solteiras dando duro para criar com carinho seu filho amado, entre muitas outras. Enfim, umas são doces, outras nem tanto. Mas o fato é que todas elas, querendo ou não acabam vivendo uma grande história de amor, tudo o que nós almejamos um dia (bem brevemente) viver! Ahhhhn... Que lindo!!
Continuando... Os filmes desse gênero, intitulado de Comédia Romântica iludem bastante, eu sei.  Porém agradam na mesma proporção. São recordes de bilheteria entre o sexo feminino. Isso tudo, por que nós mulheres gostamos de imaginar que poderíamos viver uma história exatamente como a da telona. Fazemos comparações, nos emocionamos, e por que não dizer que desejamos um sincero: “felizes para sempre” a pessoas que nem ao menos conhecemos e ainda sim sabemos que não existe de fato.
Mas por quê? Vida infeliz? Inveja? Ou será somente o nosso desejo mais secreto de termos um enredo semelhante, digno de um filme de sucesso?
É isso... Só pode ser isso. Gostamos da história. Queremos participar da história. Essa é a resposta!
É nesse anseio quase que incessante que o ser humano possui em procurar a felicidade onde quer que ela esteja que acaba fazendo com que mulheres do mundo inteiro, encontrem nos filmes de comédia romântica, o roteiro que adentrem suas vidas. Fora os atores lindos que enchem os olhos e a imaginação com a desenvoltura em cena. Ahhhn... !
Desculpa, tenho que defender esse lindo, ops!... esse gênero, afinal, não pode ser à toa que assisto tanto! (risos).
As comédias podem nos mostrar de forma descontraída, o modo pelo qual devemos ou não agir diante de alguma situação amorosa, ou não. Só o fato de você se identificar com algo que tenha ocorrido no filme, já é indício de que alguma lição você pode tirar, não acha?

Então, só me resta desejar a vocês meninas, que nunca parem de assisti-los, pois eles têm sim muita coisa a nos ensinar. E eles são tão... Tão lindos!!! Tô falando dos filmes. (também!)

Aline Carvalho

terça-feira, 23 de julho de 2013

QUAL A CAUSA DA DEPRESSÃO, AFINAL?


A pessoa psiquicamente mais adoecida é aquela que perdeu a esperança.
Esperança é acreditar que exista algo mais adiante do que se tem ou se presencia. É esperar, é confiar que vale a pena o esforço. E quanto mais esperança, maior é a dedicação. Portanto, dedicação nada mais é do que o movimento que a esperança causa. É ir mais além do que o simples desejo. É fazer do seu sonho um objetivo. É alcança-lo.

“Os sonhos devem ser ditos para começar a se realizarem. E como todo projeto, precisam de uma estratégia para serem alcançados.”  (Paulo Freire).

Mas e quando não existe vontade? E quando não há mais esperança?

O ato de confiar na vida, no mundo e, principalmente em nos mesmos, nos invadi de energia e ânimo para realizar nossas aspirações. Quando perdemos essa base, nos sentimos desmotivamos diante da vida, dando início à tristeza.
Tudo o que sofremos com o coração chega ao cérebro e afeta a área mais importante para a manutenção do bem-estar: o chamado cérebro emocional.

A depressão é um problema pouco reconhecido entre os jovens. As pessoas tendem a pensar na adolescência como um período difícil, turbulento, com variações do humor e crises emocionais. Os adolescentes realmente se deparam com várias situações novas e pressões sociais quando se aproximam da idade adulta e, para alguns, este período de transição é muito difícil. Atualmente os especialistas sabem que os adolescentes são tão suscetíveis à depressão quanto os adultos.

Em todas as faixas etárias, a depressão é um distúrbio que deve ser encarado seriamente. Ela pode interferir de maneira significativa no dia a dia, nas relações sociais e no bem-estar geral. Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio.  Não se deve dizer que depressão é falta de fé, preguiça ou má vontade. A depressão não é uma fraqueza, e sim um grave problema de saúde.

Existem outros efeitos físicos, mentais e emocionais causados por esse distúrbio. Muitos deprimidos sentem-se desamparados, como se essa tristeza da situação fosse durar para sempre. Sentem-se sem energia e sem interesse pela vida. As alterações no cérebro que afetam as emoções podem também afetar a capacidade mental. É fácil ter pensamentos negativos, e pode ser difícil concentrar-se ou tomar decisões quando se está deprimido. Problemas físicos também podem ocorrer em pessoas deprimidas. Algumas têm dificuldade em dormir ou acordam muito durante a noite.

A avaliação profissional é muito importante, sendo o seu primeiro passo. O psicólogo precisa conhecer seus sintomas e por quanto tempo você tem se sentido deprimido. Ele fará uma avaliação de seu humor e estado mental, se necessário o encaminhará a um médico, caso sua depressão necessitar de medicação antidepressiva. Depois que for confirmado o diagnóstico de depressão, vem o tratamento. O tratamento consiste em submeter-se a uma psicoterapia que, geralmente, consiste em sessões semanais de 50 minutos por um período mínimo de 4 a 6 meses, a qual poderá juntar-se medicação antidepressiva, dependendo da avaliação profissional.

Obs.: Se você possui, ou conhece alguém que apresente esses sintomas, ajude por que a prevenção de uma doença silenciosa e possivelmente letal como essa, é mais importante do que a culpa de não ter feito nada, caso o pior aconteça. Pense nisso.

Faça o seguinte teste para saber se você (ou alguém de sua família ou um amigo) pode estar deprimido.

Durante a maior parte das duas últimas semanas você:

• sentiu-se triste, preocupado ou aborrecido?

• sentiu que sua vida era monótona, sem possibilidades de melhorar?

• tem tido crises de choro?

• ficou irritado com coisas pequenas que antes não o perturbavam?

• não se diverte mais com seus passatempos ou atividades que antes o alegravam?

• sentiu falta de autoconfiança ou sentiu-se fracassado?

• tem dificuldade para dormir, ou tem dormido muito?

• tem dificuldade de concentração ou de tomar decisões?

• tem menos interesse em sexo do que antes?

• tem pensado em morte e/ou suicídio?


NOTA: Por favor, entre em contato com algum médico ou psicólogo, IMEDIATAMENTE, caso tenha respondendo afirmativamente à última pergunta. Se tiver respondido “sim” a quatro dessas perguntas, você possivelmente está com depressão. O primeiro passo no tratamento desses sintomas é conhecer a causa.

(Dedico esse Post a uma amiga querida que está em tratamento, lutando contra essa doença silenciosamente danosa. Desde já rezando e desejando melhoras, querida Paloma.)

Aline Carvalho


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Nelson Mandela Day


           Hoje, é comemorado na África do Sul, o aniversário de um líder ativista que passou mais 67 anos servindo sua comunidade, seu país e o mundo. Em função desta data foi criado o Mandela Day, que seria um apelo para que pessoas do planeta todo ajam e assumam a responsabilidade de tornar o mundo um lugar melhor, um pequeno passo de cada vez, exatamente como fez Nelson Mandela.
           O Mandela Day é a iniciativa da Mandela Foundation (Fundação Mandela) e de outras organizações irmãs. Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o dia 18 de julho, dia do aniversário de Mandela, o Nelson Mandela International Day, um dia internacional de ativismo. É um dia internacional de ação humanitária que acontece anualmente em comemoração à vida e ao legado de Mandela. 
         No Mandela Day pede-se que as pessoas doem 67 minutos de seu tempo para melhorar o mundo, em um pequeno gesto de solidariedade para com a humanidade, e em um pequeno passo em direção a um movimento global e contínuo para o bem.

A fé de que algo poderá ser mudado é comum a todos que se dedicam a uma causa. 

Mais informações e como participar desse movimento acesse:


Aline Carvalho

segunda-feira, 15 de julho de 2013

DIA DO HOMEM???


Dia 15 de julho é comemorado no Brasil, O Dia do Homem. Porém, o dia internacional mesmo, é dia 19 de novembro. Para quem acha que só às mulheres foi dedicada uma Data comemorativa, engana-se completamente. Os homens também merecem um dia especial, ou não? Afinal de contas, você acha que é fácil ser Homem?
Mas por que o dia dos homens? A criação da data teve como objetivo a promoção da saúde dos homens e a busca por igualdade entre gêneros, destacando a discriminação sofrida e enfatizando as conquistas e melhorias trazidas por eles em diversos aspectos que envolvem sociedade e família.

O artigo 1° da Declaração Universal de Direitos Humanos relata:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
O Dia do Homem tem igual importância ao Dia da Mulher, pois ambos têm o seu espaço na sociedade e buscam objetivos semelhantes como a promoção da vida, o bem-estar da família, o cuidado com o meio ambiente e a busca pela saúde física e mental.

PARA NÃO PERDER O BOM HUMOR!! :)


10 Razões para a Mulher comemorar o Dia do Homem:

1 - Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está a limpar a casa?

- O prestativo homem!

2 - Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo?

- O sincero homem!

3 - Quem é obrigado a ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e a cara cheia de cremes?

- O compreensivo homem!


4 - Quem, na hora do sexo, fica a maior parte do tempo com o rosto voltado para o colchão ao invés de desfrutar da maravilhosa decoração do teto? Quem tem que aguentar os gritos e os gemidos nos ouvidos?

- O sacrificado homem!

5 - Quem corre o risco de ser roubado ou morrer apunhalado à saída dos bares, cada vez que participa nessas maçantes reuniões noturnas com os amigos, enquanto a mulher está bem segura na sua cama?

- O desprotegido homem!

6 - Quem é submetido ao trabalho desgastante de 40 horas semanais para poder pagar as contas de água e energia eléctrica, despesas geradas pela mulher que não faz outra coisa senão passar, limpar, usar o aspirador e lavar durante pelo menos umas 10 horas diárias?

- O sofrido homem!

7 - Quem é o encarregado de matar as baratas e os ratos da casa porque ela sente pavor?

- O valente homem!

8 - Quem é que tem de segurar a vontade de chorar?

- O equilibrado homem (macho não chora...)!

9 - Quem é que tem de gastar consideráveis somas de dinheiro comprando presentes para o Dia das Mães, Da Esposa, Da Secretaria (não só para aquela nova boazona!), Da Amizade, Natal, Páscoa, Aniversário e outras festas inventadas para satisfazer a mulher?

- O generoso homem!

10 - Quem jamais conta uma mentira?

- O ético homem (sempre inocente, até que se prove o contrário)!


Aline Carvalho

sábado, 13 de julho de 2013

Dia internacional do ROCK – O que você sabe sobre esse dia?

          13 de Julho. Certamente essa não é uma data qualquer, para uma multidão de adeptos, hoje é um dia importante, é o "Dia mundial do Rock"!
Mas diz aí, por que 13 de julho?

Porque foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.


         Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas. Dois shows foram realizados, sendo um no lendário Wembley Stadium de Londres (Inglaterra) e outro no não menos lendário JFK Stadium na Filadélfia (EUA).
O Live Aid conseguiu, em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares totalmente destinados integralmente ao povo faminto e miserável da África. Isso realmente é a cara do ROCK AND ROLL!
       Logo, pode ser observado que toda essa atitude exemplar contida em suas composições, também se transporta para o dia-a-dia. E provar que não só o Rock, mas a música pode mudar o mundo.



Aline Carvalho 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Invisibilidade Social: Outra forma de preconceito

Ser invisível é sofrer a indiferença, é não ter importância. Essa maneira de discriminação está cada vez mais inserida na sociedade. 


A questão da invisibilidade pública vem sempre acompanhada da humilhação social. É um preconceito ancestral e repetitivo. Um sofrimento que no caso brasileiro e várias gerações atrás, começou por golpes de espoliação e servidão que caíram pesados sobre nativos e africanos, depois sobre imigrantes baixo assalariados: a violação da terra, a perda de bens, a ofensa contra crenças, ritos e festas, o trabalho forçado, a dominação nos engenhos ou depois nas fazendas e nas fábricas. A violência material e simbólica feriu e marcou a alma de muitos descendentes de índios e negros escravizados. Infestou o sentimento, a imaginação e a lembrança dos pobres. São golpes agora transferidos, sob novas formas e menos evidentes, camuflados pela hipocrisia. 
Essa invisibilidade, caracteriza a vida de muitos profissionais, assim como trabalhadoras domésticas, garis, porteiros, trabalhadores ambulantes, diaristas, faxineiros, coveiros, bilheteiros, e entre muitos outros que deixaram de ser vistos com dignidade pela sociedade. Sua subjetividade é totalmente ignorada e, mais do que isso, a própria humanidade dessas pessoas, deixa, assim, de ser reconhecida.
“A experiência de um ser humilhado fere a percepção de si mesmo, fere a estima por si próprio. [...]” (COSTA, 2004, p.211).
A invisibilidade social já está cotidianamente estabelecida e a sociedade acostumou-se a ela. Passar por um pedinte na rua ou não dar sequer um “bom dia” a um Gari em uma esquina é algo corriqueiro na vida social. A realidade é evidente: dura e fria. Aceitar isso é violar os direitos humanos. Essa invisibilidade provoca sentimentos de desprezo e humilhação em indivíduos que com ela convivem. Lutar contra, ainda é um desafio. Pessoas assim como Fernando sabem a dificuldade que é tratar desse assunto, a delicadeza desse tema que reflete na vida de muitos brasileiros.
É preciso não só ver esses invisíveis, mas é necessário olhar para eles e sentir junto com eles. A paisagem brasileira deve ser observada através de outra perspectiva. Olhar voltado para além das vassouras e pás, para lado de fora de calçadas e ruas, por trás de cada tijolo e massa de concreto carregado, vê além de cada faxina. Afinal, nenhum ser humano pode se julgar melhor do que o outro.

Leiam este livro: 

COSTA, Fernando Braga da - Homens invisíveis: relatos de uma humilhação social - São Paulo: Editora Globo, 2004. 


Garanto que terão outra visão sobre o assunto após a leitura. Obrigada.

Aline Carvalho 
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